Aqui, afirmo que me joguei, pois assim só culpo a mim mesmo. Nunca tive o interesse de aprender nadar, acredito, porém, que mesmo nadando morreria. A morte apenas demoraria mais. Se o tempo soubesse como é a morte...
Senti a água fria, congelante. Foi como receber uma facada no centro de meu coração. Meu corpo se equilibrou com a temperatura do profundo e aos poucos voltei à superfície. Última vez que vi o céu. Rápidos segundos de alívio, logo comecei afundar novamente. Prendi a respiração e enquanto a luz me sumia via lembranças da minha vida. Era insuportável a pressão da água sobre mim. Pedia ajuda para quem me matava. Inútil. Água pela boca e pelas narinas. Ficava cada vez mais pesado. Impossível descrever a sensação de ter os pulmões ausentes de ar, cheios de água. Via a vida indo embora. A escuridão do mar atrapalha minhas lembranças. Além disso, nada sei...
Água, água e água. Assassina água. Se pudesse matá-la...
Morri, experimentei o inexperimentável e agora não sei onde estou.
Alysson Kálleb
2 comentários:
oO
adorei. mesmo mesmo. me fez pensar em escrever mais umas coisas...
eu fiquei curioso.onde foi q foi o afogamento?
eu tenho fixaçaopela água salgada,entoa imaginei o mar, mas vc nao falou de sal...
anyway, problemas psicológicos meus...
adorei.
congrats again.
e sobre a sensaçao... ela sempre vem...
=)
SEMPREE perfeitoo ne?!
Amei apesar da angustiaa!!!
PARABESNN HONEYY tu vai longe
=]
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