sexta-feira, 23 de novembro de 2007

364 Páginas Rasgadas

É uma história. É um livro de 365 páginas. É sofrimento. Como a moral tentou perseguir. A falsa moral. Uma perseguição frustrada. Mas isso é apenas narrado em 364 páginas. Sobra-me uma. Somente uma página. É nessa que encontro sentimentos verdadeiros: tristezas, alegrias, amor, críticas, elogios, decepções. Risos, festas, filmes, estudos, conselhos, brigas, saídas. São cenas fingidas e cenas vividas. Há também uma foto anexada, não revelada. Revela-se na mente de quem lê. Ali encontro alguns parágrafos escritos à tinta. Um parágrafo para a descrição de cada personagem. São personagens mais que esféricos com conflitos entrelaçados. Impossível entendê-los, pois foram vividos. Permanecem marcados. É um enredo inapagável.

Penso que não vale guardar esse livro. Então rasgo todas as primeiras 364 páginas e as jogo muito longe. Longe onde o vento possa levá-las. Longe onde o vento possa engoli-las. Resta-me a página de número 365. Aquela página. É uma página eterna. Leio-a novamente e depois a guardo no fundo da gaveta do criado-mudo. Será aquela velha folha perdida e amarelada que tempos depois encontrarei e lerei. Tenho certeza que lágrimas acompanhar-me-ão nessa leitura saudosista.

Amigos,
Foram perdas e desacertos para uma vitória concreta. Essa vitória pode ainda não estar concretizada, porém em breve estará. Sucesso fincado!




Alysson Kálleb

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Uma Folha De Outono

Vejo-a cair.
Vejo-a secar.
Piso.
Tão prazeroso senti-la morta.
Piso.
Ver uma vida finita.




Alysson Kálleb