Levanto-me às seis horas da manhã. Infelizmente tenho que enfrentar mais um dia detestável. Merda. Ando tão infeliz, sem ânimo. Preciso de pessoas agradáveis ao meu lado. Visto-me, faço tudo aquilo que todas as pessoas higiênicas fazem antes de sair de casa pela manhã, poupo-me do trabalho de descrevê-las. Olho-me no espelho e vejo mais uma vez a minha insignificância.
Chave, fechadura, porta, luz. Visão? Deparo-me com uma surpresa em meu sombrio jardim. Três flores. Flores humanas, falam. Até de mais. Animadas, curiosas, radiantes, inteligentes, divertidas, amigas, extrovertidas (em excesso, talvez), bondosas, perfumadas... São tantos seus adjetivos!
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Essas três flores acabaram mudando meu jeito de viver. Plantei-as num vaso, um bonito vaso, e as pus em frente ao espelho que me vejo todos os dias. Desta forma, elas sempre iluminarão os meus dias.
OBS.: Singela homenagem a Karen Freire, a Karen Möller e a Aline Sindeaux.