domingo, 9 de agosto de 2009

Sem Título

Nunca soube eu para onde dava a tua estrada
Apenas havia ela
Ali
Na frente da janela
Na frente dos meus olhos
E de repente te vejo pelo rumo dela
Andavas calmo
Descalço
Teus pés pelos paralelepípedos já frios da noite
E ias andando até não mais haver paralelepípedos
A estrada em terra
Tua mesma estrada
De terra agora
E eu não podia mais te ver
Noite fria, sem luz
Tu sumias em tua estrada
Nunca soube.


[Alysson Kálleb]

Um comentário:

P. Reis disse...

Nós, iniciantes nesse mundo das Letras, sentimos e escrevemos...